Thatá na Babilônia











{Agosto 30, 2007}   Eu preciso de você
Eu preciso virar minha vida de cabeça pra baixo,
Eu preciso de ação, emoção, adrenalina
Essas ruas vazias, ruas de passos perdidos
não me levam a lugar algum
Desde que você se foi tudo ficou tão claro
Eu preciso dos seus defeitos pra me irritar,
eu necessito da sua alegria pra sorrir,
e quando você me fez chorar, acredite, eu preciso sentir isso de novo
Eu estou tão defensiva que não posso me ver,
você deixou tudo perdido por aqui e eu não encontro o caminho da festa,
então fico rodando com meu carro na chuva, chorando e tentando me encontrar
Aonde está o fim da estrada? Aonde está você?
Lágrimas, brigas, sorrisos, amor, você,
eu preciso de tudo isso de volta, eu preciso de você bagunçando a minha vida.


AMOR É SÍNTESE
Mario Quintana
“Por favor não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeito amor.”


{Agosto 15, 2007}   Luther King
“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem caráter, nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons!”
Luther King


{Agosto 10, 2007}   Geovana Magagnin
Jogue suas pedras
Pode jogar suas pedras
Se vangloria por ter o “fixo
Humilhar-nos por sermos pouco vistos
O que te consola não me anima
Não quero cair na sua triste rotina
Entre tantas alternativas
você optou pela primeira
OBEDIÊNCIA, DEVER e OBRIGAÇÃO
Eu optei pela última
ARTE e CRIAÇÃO.
Diz então que sou vagabundo
Apenas por não estar atrás de um balcão que eu luto
Diz então que não sou valorizado
Só porque não tenho aumento e tão pouco ordenado.
Prefiro trabalhar por amor
E não em busca de valor
Durante a vida, manter a cortina aberta,
E não trabalhar toda a vida pra cumprir uma meta
Viver para transmitir informação
E não na repetição.
Viva na sua correria
Enquanto ainda lamento por Arrelia
No fim do dia, chore a dor causada pelos saltos
Enquanto eu, choro a emoção dos aplausos.
Enfim: Jogue suas pedras
Diga que sou vagabundo
Que para ser ator, não precisa de estudo
Diga o que quiser
Fale o que falar, continuarei a atuarPois se um dia, apenas um dia eu parar,
Seria como esquecer o que é Amar.


{Agosto 7, 2007}   Minha culpa
Sei lá! Sei lá! Eu Sei lá’ bem
Quem sou? Um fogo-fatuo, uma miragem…
Sou um reflexo… um canto de paisagem
Ou apenas cenario! Um vaivem
Como a sorte: hoje aqui, depois alem!
Sei la’ quem sou? Sei la’! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei la’ quem!…
Sou um verme que um dia quis ser astro…
Uma estatua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor…
Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador…
Florbela Espanca


{Agosto 7, 2007}   Desejos Vãos
Eu queria ser o Mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!
Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!
Mas o Mar também chora de tristeza…
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!
E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras… essas… pisa-as toda a gente!…


{Agosto 7, 2007}   Alma Perdida

Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma da gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na Dor, suavemente…
Talvez sejas a alma, a alma doente
D’alguém que quis amar e nunca amou!

Toda a noite choraste… e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh’alma
Que chorasse perdida em tua voz!…

Florbela Espanca -



{Agosto 7, 2007}   Blasfemia

Silêncio, meu Amor, não digas nada!
Cai a noite nos longes donde vim…
Toda eu sou alma e amor, sou um jardim,
Um pátio alucinante de Granada!

Dos meus cílios a sombra enluarada,
Quando os teus olhos descem sobre mim,
Traça trémulas hastes de jasmim
Na palidez da face extasiada!

Sou no teu rosto a luz que o alumia,
Sou a expressão das tuas mãos de raça,
E os beijos que me dás já foram meus!

Em ti sou Glória, Altura e Poesia!
E vejo-me – milagre cheio de graça! …
Dentro de ti, em ti igual a Deus!…

Florbela Espanca



{Agosto 7, 2007}   Cantigas leva-as ao vento

A lembrança dos teus beijos
Inda na minh´alma existe,
Como um perfume perdido.
Nas folhas dum livro triste.

Perfume tão esquisito
E de tal suavidade,
Que mesmo desapar´cido
Revive numa saudade!

Florbela Espanca



{Agosto 7, 2007}   Num Postal

Luar! lírio que se esfolha…
Neve, que do céu anda perdida,
Asas leves d´anjo, que pairando,
Reza pela terra adormecida…

Florbela Espanca



etc.