Thatá na Babilônia











{Novembro 17, 2008}   Tudo numa coisa só

“Sem horas e sem dores,
Respeitável público pagão,
Bem vindo ao teatro mágico!
sintaxe a vontade…”

Sem horas e sem dores,
Respeitável público pagão,
A partir de sempre toda cura pertence a nós.
Toda resposta e dúvida,
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser,
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto,
Nenhum predicado será prejudicado,
Nem tampouco a vírgula, nem a crase nem a frase e ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas.
E estar entre vírgulas é aposto e eu aposto o oposto que vou cativar a todos sendo apenas um sujeito simples,
Um sujeito e sua oração,
Sua pressa e sua prece,
Que a regência da paz sirva a todos nós,
Cegos ou não, que enxerguemos o fato de termos acessórios para nossa oração.
Separados ou adjuntos, nominais ou não,
Façamos parte do contexto da crônica e de todas as capas de edição especial.
Sejamos também o anúncio da contra-capa mas ser a capa e ser contra-capa é a beleza da contradição, é negar a si mesmo
e negar a si mesmo é muitas vezes, encontrar-se com Deus,
com o teu Deus.
Sem horas e sem dores,
Que nesse encontro que acontece agora,
Cada um possa se encontrar no outro, até porque…

…Tem horas que a gente se pergunta: por que é que não se junta tudo numa coisa só?

O Teatro Mágico



{Novembro 17, 2008}   Um pouco de Gandhi e Madre Tereza

A minha fé mais profunda é que podemos mudar o mundo pela verdade e pelo amor. (Gandhi)

A força não provém de uma capacidade física e sim de uma vontade indomável. (Gandhi)

O único tirano que aceito nesse mundo é a pequena voz silenciosa que há dentro de mim. (Gandhi)

Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas verdadeiras. (Gandhi)

Outro dia sonhei que estava nos portões do Paraíso. E São Pedro disse, ‘Volte para a Terra. Não existem favelas aqui. (Madre Tereza)

(Citação de sua conversa com o Príncipe Michael da Grécia em 1996.)

Quando vejo o desperdício, sinto raiva dentro de mim. Eu não aprovo eu mesma sentir raiva. Mas é algo que não se pode evitar de se sentir após vermos a Etiópia. (Madre Tereza)  – Washington 1984.

Às vezes pensamos que a pobreza é apenas fome, nudez e desabrigo. A pobreza de não ser desejado, não ser amado e não ser cuidado é a maior pobreza. É preciso começar em nossos lares o remédio para esse tipo de pobreza. (Madre Tereza)

Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona… Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação. (Madre Tereza)

Nós mesmos sentimos que o que fazemos é uma gota no oceano. Mas o oceano seria menor se essa gota faltasse. (Madre Tereza)

A mais terrível pobreza é a solidão e o sentimento de não ser amado. (Madre Tereza)

É ocioso pensar sobre o justo o e injusto, o certo e o errado e os feitos passados. O útil é analisar, e se possível extrair uma lição para o futuro. (Gandhi)

Que a nossa mensagem seja a nossa própria vida.  Se cuidamos do hoje, Deus cuidará do amanhã. (Gandhi)

Se você julga as pessoas, não tem tempo de amá-las. (Madre Tereza)

Tento dar aos pobres de amor o que os ricos conseguem com o dinheiro. Não, eu não trocaria um leproso por mil pounds; contudo, de boa vontade o curarei pelo amor de Deus. (Madre Tereza)

“Encontrei um paradoxo, que se você amar até doer, não poderá haver mais dor, somente amor. (Madre Tereza)

Não ser desejado, não ser amado, não ser cuidado, ser esquecido por todos, isso acredito ser fome muito maior, uma pobreza muito maior do que a de uma pessoa que não tenha nada para comer. (Madre Tereza)

Não pense que o amor, para ser genuíno, tenha que ser extraor-dinário. O que é preciso é amarmos sem nos cansarmos de fazê-lo. (Madre Tereza)

Tenha fé nas pequenas coisas, pois é nelas que a sua força reside. (Madre Tereza)

Sei que Deus não me dará nada que eu não possa lidar. Apenas gostaria que Ele não confiasse tanto em mim. (Madre Tereza)

Nesta vida, não podemos realizar grandes coisas. Podemos apenas fazer pequenas coisas com um grande amor. (Madre Tereza)

Não nos sintamos satisfeitos apenas dando dinheiro. O dinheiro não é suficiente, o dinheiro pode ser obtido, mas eles precisam de seu coração para amá-los. Portanto, espalhe o seu amor por onde quer que vá. (Madre Tereza)



{Maio 1, 2008}   Quando me amei de verdade

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é… Saber viver!!!

Charles Chaplin



{Março 23, 2008}   O Retrato de Dorian Gray

Alguns trechos do Retrato de Dorian Gray…
.
Somos castigados por nossas renúncias. Cada impulso que tentamos aniquilar germina em nossa mente e nos envenena. Pecando, o corpo se liberta de seu pecado, porque a ação é um meio de purificação. Nada resta então se não remorso. O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando as coisas que se proibiram a si mesmas e, além disso, sentirão desejo por aquilo que umas leis monstruosas fizeram monstruoso e ilegal.
.
Do seio das sombras irreais da noite, é a vida que retoma suas feições costumeiras. E temos que recomeçá-la no ponto em que a deixamos. Invade-nos, então, o sentimento penoso de termos de aplicar novamente nossa energia ao mesmo círculo fastidioso de hábitos estereotipados. Ou, então, é o desejo louco de certa manhã abrir as pálpebras para o mundo reconstruído durante a noite, para nossa maior alegria; um mundo em que os seres teriam outras formas e outras cores, estariam transformados, esconderiam inéditos segredos, um mundo no qual o passado não teria ou quase não teria lugar e, em todo caso, não sobreviveria senão despido de toda forma consciente de obrigação e de constragimento; porque, da própria alegria a recordação tem seu amargor e a lembrança de um prazer anda sempre acompanhada de sofrimento.
.
Os que amam só uma vez na vida é que são superficiais. O que eles chamam lealdade, fidelidade, é a meu ver letargia do hábito ou falta de imaginação. A fidelidade é, para a vida emocional, o que a estabilidade é para a vida intelectual: uma simples confissão de fracassos. Fidelidade! Algum dia vou analisá-la. Acha-se nela a paixão da propriedade. Há muitas coisas que abandonaríamos se não temêssemos que outros as apanhassem.



{Fevereiro 18, 2008}   Oh Captain! My Captain!
Não há como não recordar os alunos da Helton subindo em suas mesas quando o professor John Keating (Robin Williams) deixa a sala para ser substituído (Sociedade dos Poetas Mortos, Oscar de Melhor Roteiro Original em 1990). O poema foi escrito em homenagem ao presidente norte-americano assassinado, Abraham Lincoln.Oh Captain! My Captain!

O CAPTAIN! my Captain! our fearful trip is done;
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:
But O heart! heart! heart! 5
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.

O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle trills; 10
For you bouquets and ribbon’d wreaths—for you the shores a-crowding;
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head;
It is some dream that on the deck, 15
You’ve fallen cold and dead.

My Captain does not answer, his lips are pale and still;
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will;
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done;
From fearful trip, the victor ship, comes in with object won; 20
Exult, O shores, and ring, O bells!
But I, with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.

(tradução)

Oh capitão! Meu capitão! nossa viagem
[medonha terminou;
O barco venceu todas as tormentas,
[o prêmio que perseguimos foi ganho;
O porto está próximo, ouço
[os sinos, o povo todo exulta,
Enquanto seguem com o olhar a quilha firme,
[o barco raivoso e audaz:

Mas oh coração! coração! coração!
Oh gotas sangrentas de vermelho,
No tombadilho onde jaz meu capitão,
Caído, frio, morto.

Oh capitão! Meu capitão! erga-se
[e ouça os sinos;
Levante-se – por você a bandeira dança – por
[você tocam os clarins;
Por você buquês e fitas em grinaldas -
[por você a multidão na praia;
Por você eles clamam, a reverente multidão
[de faces ansiosas:

Aqui capitão! pai querido!
Este braço sob sua cabeça;
É algum sonho que no tombadilho
Você esteja caído, frio e morto.

Meu capitão não responde, seus lábios
[estão pálidos e silenciosos
Meu pai não sente meu braço, ele não
[tem pulsação ou vontade;
O barco está ancorado com segurança
[e inteiro, sua viagem finda, acabada;
De uma horrível travessia o vitorioso barco
[retorna com o almejado prêmio:

Exulta, oh praia, e toquem, oh sinos!
Mas eu com passos desolados,
Ando pelo tombadilho onde jaz meu capitão,
caído, frio, morto

Walt Whitman (1819–1892). Leaves of Grass. 1900.

Tradução: http://www.ocaixote.com.br/caixote07/captain.html



{Janeiro 22, 2008}   Ale Irala
Você apareceu como um vento no olhar,
uma frequencia perfeita mas eu to certo dessa vez,
chega de errar, chega de errar,
o tempo me mostrou e me provou,
pq eu sinto e sei como eu sou,
nada de provar, nada de me provar
eu espero a sua presença ao meu lado,
nao precisa mais sonhar.

(Alessandro Fiorenzano Irala)

P.S. Musica feita pra mim!!!
Que lindooo! Obrigada Ale!



{Janeiro 22, 2008}   Candeia

candlc6.jpg

Fonte: www.capsuladacultura.com.br


{Janeiro 22, 2008}   Nei Lopes

neihq9.jpg

Fonte: www.capsuladacultura.com.br


{Janeiro 22, 2008}   Paulinho da viola

pauliqr4.jpg

Fonte: www.capsuladacultura.com.br


{Janeiro 22, 2008}   Adoniran Barbosa
tristeza-adoniran-barbosa.jpg
Fonte: www.capsuladacultura.com.br


etc.