Thatá na Babilônia











{Fevereiro 22, 2008}   Immanuel Kant – Biografia
 Nascimento: 22 de Abril de 1724 em Königsber, Prússia
Falecimento: 12 de Fevereiro de 1804 em   Königsberg, Prússia
Influências:  Berkeley, Descartes, Hume, Leibniz, Locke, Spinoza, Montaigne, Pietismo.
Influênciados:  Hegel, Habermas, Nietzsche, Peirce, Sartre, Schelling, Schopenhauer, Marx 
.

 kante.jpg

  
O filósofo alemão Immanuel Kant , nascido em 22 de Abril de 1724 é em geral, considerado o pensador mais influente e o último grande filósofo dos princípios da era moderna.
Kant nasceu, viveu e morreu em Königsberg (atual Kaliningrado), na altura pertencente à Prússia.
Filho de artesão e protestante, foi educado em uma escola pietista graças à intervenção de um pastor. Passou grande parte da juventudo como um bom estudante mas não espetacular. Kant acreditava que o ser humano não poderia ter uma direção concreta enquanto não atingisse os 39 anos de idade e por isso, muitas vezes preferia o bilhar ao estudo.Em 1746, aos 22 anos de idade Kant depara-se com o falecimento de seu pai e com a conseqüente falta de sustento. Desde essa época até os 30 anos de idade, Kant sustentou-se dando aulas praticulares para crianças em pequenas vilas das redondezas.
Em 1755 Aos 31 anos, Kant consegue o título de Mestre e o direito a dar aulas na Universidade Alberto. Daria aulas como docente privado. Não pago pela Universidade mas pelos próprios alunos.
Em 1770 aos 46 anos de idade, Kante torna-se professor de Lógica e Metafísica na Universidade, após 14 anos como docente (pago pelos alunos). Kant lê por volta desta altura a obra de David Hume, que o terá despertado do seu “sono dogmático”, como ele próprio disse.
Kant tornou-se um respeitoso e competente professor universitário, profissão que levou por quase toda a sua vida, porém, nada do que fez antes dos 50 anos de idade lhe garantiria qualquer reputação histórica.Viveu uma vida extremamente regulada: o passeio que fazia às 15:30 todas as tardes era tão pontual que as mulheres domésticas das redondezas podiam acertar os relógios por ele.
Kant nunca deixou a Prússia e raramente saia de sua cidade natal. Apesar da reputação que ganhou, era considerado uma pessoa muito sociável: recebia convidados para jantar com regularidade, insistindo que a companhia era boa para a sua constituição física.Aos ler a obra do filósofo escocês David Hume, sentiu-se perturbado pois apesar de considerar o argumento de Hume irrefutável, não aceitava suas conclusões.
Kant passou os próximos dez anos sem publicar nada e foi em 1781 que seu silêncio foi quebrado com o lançamento de um dos livros mais influentes da moderna filosofia, o “Crítica da razão pura”.
Neste livro, Kant argumentava que apesar de não podermos saber necessariamente verdades sobre o mundo “como ele é em si”, podemos saber com certeza um grande número de coisas sobre “o mundo como ele nos aparece”: por exemplo, que cada evento estará causalmente conectado com outros, que aparições no espaço e no tempo obedecem a leis da geometria, da aritmética, etc.
Em sua primeira crítica, Kant mostra que a mente humana não pode produzir uma idéia onde não exista o espaço e o tempo, pois estes são formas fundamentais de percepção (formas de sensibilidade). Tente imaginar alguma coisa que exista fora do tempo e que não tem extensão no espaço?Assim Kant nos mostra que nada pode ser percebido exceto através destas formas. Assim, já vemos que não podemos conhecer fora do espaço e do tempo.
Além das formas da sensibilidade, Kant vai nos dizer que há também o entendimento, que seria uma faculdade da razão.
O entendimento nos fornece as categorias com as quais podemos emitir juizos sobre o mundo. Contudo, diz Kant, as categorias são próprias do conhecimento da experiência.
Na perspectiva de Kant, há, por isso, o conhecimento “a priori” de algumas coisas, uma vez que a mente tem de possuir estas categorias por forma a poder compreender a massa sussurrante de experiência crua, não-interpretada que se apresenta às nossas consciências.Nos cerca de vinte anos seguintes, até à sua morte em 1804, a produção de Kant foi incessante. O seu edifício da filosofia crítica foi completado com a “Crítica da Razão Prática”, que lidava com a moralidade de forma similar ao modo que a primeira “crítica” lidava com o conhecimento; e a “Crítica do Julgamento”, que lidava com os vários usos dos nossos poderes mentais que nem conferem conhecimento factual nem nos obrigam a agir: o julgamento estético (Do Belo e Sublime) e julgamento teleológico (Construção de Coisas Como Tendo “Fins”). Como Kant os entendeu, o julgamento estético e teleológico conectam os nossos julgamentos morais e empíricos um ao outro, unificando o seu sistema.

Uma de suas obras, em particular, atinge hoje em dia grande destaque entre os estudiosos da filosofia moral. “A Fundamentação da Metafísica dos Costumes” é considerada por muitos filosofos a mais importante obra já escrita sobre a moral. É nesta obra que o filosofo delimita as funções da ação moralmente fundamentada e apresenta conceitos como o Imperativo Categórico e a Boa Vontade.

A parte isto, Kant escreveu alguns ensaios medianamente populares sobre história, política e a aplicação da filosofia à vida. Quando morreu, estava a trabalhar numa projetada “quarta crítica”, tendo chegado à conclusão de que o sistema estava incompleto; este manuscrito foi então publicado como Opus Postumum. Kant faleceu em 1804.



Deixe uma resposta

Você deve ser logado postar um comentário.

etc.